Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 27.05.2003
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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A conquista da Serra da Prata. Por Vita.

Desde o tempo em que o Paraná era província, a Serra da Prata era objeto de atração por sua destacada posição, servindo como marco de referência aos navegantes e como limite natural das fronteiras municipais, conforme já historiava Antonio Vieira dos Santos, na sua obra "Memória Histórica, Cronológica, Topográfica e Discritiva da Cidade de Paranaguá e seu Município", edição de 1850.

A Serra da Prata é a primeira que se avista do mar, por ser a mais saliente da cordilheira. O nome "Prata", ao que tudo indica, originou-se da presumível existência deste metal em suas encostas, conforme citam os "Originais do Arquivo das Atos Deliberativos da Câmara da Cidade de Paranaguá", em apontamentos de Antônio vieira dos Santos, citando as diligências do descobrimento de minas, em 4 de maio de 1679.
Atualmente a existência de prata nesta região já está descartada, aceitando-se a idéia de que seu nome estaria ligado ao reflexo prateado provocado pela incidência de raios solares sobre as paredes úmidas do granito nas alturas, catalizando os interessados em sua lavra, do século XVI.
A espetacular posição deste contraforte atlântico, beirando o mar e na vanguarda de todo o maciço granítico, aliada à histórica situação, sempre mereceu a atenção de todos e, em especial, dos faiscadores de metais preciosos.

CONQUISTA
No campo esportivo, a luta pela conquista da Torre da Prata teve início em 1943, durante a 2ª Guerra Mundial, originada pela obcessão de Fernando Andregewski, que pretendia atingí-la na face oeste, ao lado da estrada da limeira.
Simultaneamente, a dupla Waldemar Buecken (Gavião) e Antônio Setengel Cavalcante (Canguru), optou pela mesma conquista, mas utilizando-se da face leste, partindo da estação ferroviária de Alexandra. A disputa tornou-se acirrada diante da qualificação e competência dos envolvidos.
Levou a melhor dupla, Gavião-Canguru, que no dia 8 de abril de 1944, fincou os pés no topo da torre.
Desde esta histórica data, passaram-se 23 anos até que Fernando Abrejewski retornasse à luta, na certeza de que a sua rota pela face oeste era mais aconselhável, uma vez que a via leste exigia 2 dias de subida, além do trânsito interditado aos passantes pelos mananciais de água que abastecem a cidade de Paranaguá.
Em 1966, acompanhado de H. P. Schimidlin, Arlindo Toso e Ronaldo Cruz, conseguiu vencer os 1467 metros da Prata, inaugurando a nova trilha que não mais foi abandonada, constituindo-se na rota exclusiva para aquela elevação e reduzindo a escalada para 6 horas.
O cume da Prata é certamente um dos mais espetaculares visuais do sistema atlântico paranaense.
A trilha é bem complicada, muito fácil de se perder, e extremamente cansativa.

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