A
conquista da Serra da Prata. Por
Vita.
Desde
o tempo em que o Paraná era província, a Serra
da Prata era objeto de atração por sua destacada
posição, servindo como marco de referência
aos navegantes e como limite natural das fronteiras municipais,
conforme já historiava Antonio Vieira dos Santos,
na sua obra "Memória Histórica, Cronológica,
Topográfica e Discritiva da Cidade de Paranaguá
e seu Município", edição de 1850.
A
Serra da Prata é a primeira que se avista do mar,
por ser a mais saliente da cordilheira. O nome "Prata",
ao que tudo indica, originou-se da presumível existência
deste metal em suas encostas, conforme citam os "Originais
do Arquivo das Atos Deliberativos da Câmara da Cidade
de Paranaguá", em apontamentos de Antônio
vieira dos Santos, citando as diligências do descobrimento
de minas, em 4 de maio de 1679.
Atualmente a existência de prata nesta região
já está descartada, aceitando-se a idéia
de que seu nome estaria ligado ao reflexo prateado provocado
pela incidência de raios solares sobre as paredes
úmidas do granito nas alturas, catalizando os interessados
em sua lavra, do século XVI.
A espetacular posição deste contraforte atlântico,
beirando o mar e na vanguarda de todo o maciço granítico,
aliada à histórica situação,
sempre mereceu a atenção de todos e, em especial,
dos faiscadores de metais preciosos.
CONQUISTA
No campo esportivo, a luta pela conquista da Torre da Prata
teve início em 1943, durante a 2ª Guerra Mundial,
originada pela obcessão de Fernando Andregewski,
que pretendia atingí-la na face oeste, ao lado da
estrada da limeira.
Simultaneamente, a dupla Waldemar Buecken (Gavião)
e Antônio Setengel Cavalcante (Canguru), optou pela
mesma conquista, mas utilizando-se da face leste, partindo
da estação ferroviária de Alexandra.
A disputa tornou-se acirrada diante da qualificação
e competência dos envolvidos.
Levou a melhor dupla, Gavião-Canguru, que no dia
8 de abril de 1944, fincou os pés no topo da torre.
Desde esta histórica data, passaram-se 23 anos até
que Fernando Abrejewski retornasse à luta, na certeza
de que a sua rota pela face oeste era mais aconselhável,
uma vez que a via leste exigia 2 dias de subida, além
do trânsito interditado aos passantes pelos mananciais
de água que abastecem a cidade de Paranaguá.
Em 1966, acompanhado de H. P. Schimidlin, Arlindo Toso e
Ronaldo Cruz, conseguiu vencer os 1467 metros da Prata,
inaugurando a nova trilha que não mais foi abandonada,
constituindo-se na rota exclusiva para aquela elevação
e reduzindo a escalada para 6 horas.
O cume da Prata é certamente um dos mais espetaculares
visuais do sistema atlântico paranaense.
A trilha é bem complicada, muito fácil de
se perder, e extremamente cansativa.
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