PETAR,
Parque Estadual Turístico
do Alto Ribeira.
Atividade Realizada no feriado de 12/10/2001.
Por
Silvio.
Com
a programação da viagem para o PETAR postergada
para o feriadão de 12 de outubro, saímos de
Curitiba na quinta-feira (11/10), às 21:00h, depois
de dividir as bagagens, pessoas e carros (aperta aqui, empurra
ali), enfim, quatro carros, 13 pessoas, incluindo uma nova
integrante, a simpática Claudine, que veio de Navegantes
depois de saber da programação através
do site na internet. Tudo certo, fomos em direção
à Barra do Turvo que fica a 100 km de Curitiba pela
BR-116, sentido São Paulo. Nosso destino era a cidade
de Iporanga, a 60 km de Barra do turvo, estrada de chão
bem conservada e tranqüila. Chegamos em Iporanga por
volta de meia noite. Paramos para esticar as pernas, faltando
apenas vinte e poucos km para chegar no parque, núcleo
Santana. Chegando lá, pagamos o camping, pegamos
as plaquinhas de identificação das barracas
e montamos o acampamento.
O
parque do PETAR é mundialmente conhecido pela quantidade
de cavernas e variedades de cachoeiras e abismos naturais.
O parque possui três núcleos: Santana, Caboclos
e Casa de Pedra. Optamos em ficar no núcleo Santana,
por apresentar a melhor estrutura (chuveiros quentes, área
de lavanderia e abrigos), já que entre as 13 pessoas,
estavam os dois mascotes da Associação (Caio
- 1 ano e 8 meses e Pedro, de apenas 3 meses). Diga-se de
passagem, foi um privilégio e uma enorme satisfação
passar os dias com estas ferinhas, que apesar de não
poderem caminhar dentro das cavernas, estavam na maioria
dos passeios, carregados por seus digníssimos pais
(Tuco e Tatinho).
Na
sexta-feira pela manhã, visitamos a caverna do Couto,
com todo mundo marcando presença. A travessia da
caverna dura em média 45 minutos, com retorno opcional
pelo mesmo caminho ou por trilha. Em seguida, fomos à
caverna do Morro Preto, bastante visitada, apresentando
um pouco mais de dificuldade que a primeira. O percurso
é pouco mais extenso (cerca de 1 hora e meia) e mais
perigoso, porém com formações bem interessantes
e belíssimas, entre as quais o "salão
das flores" e a prainha. O salão das flores
é um lugar de difícil acesso (para chegar
até lá é necessário rastejar
de costas uns 10m), mas o pequeno sacrifício é
recompensado pela exuberância das formações.
No
sábado visitamos a caverna de Santana (esta só
pode ser visitada com a presença de um guia do parque
nos horários pré-determinados pelos mesmos).
A caverna é muito preservada por suas formações
de estalactites e estalagmites, das mais variadas formas
e tamanhos. Algo deslumbrante, vale a pena conhecer. O percurso
permitido para visitação dura em média
1 h e 10 min, porém a caverna tem uma extensão
muito maior, e sua continuidade só é permitida
com autorização prévia, acompanhada
de guia, também. Em seguida, visitamos a caverna
da Água Suja (aproximadamente 1 hora de percurso)
que tem uma imperdível cacheira no final, com água
muito límpida, apesar do nome. E para completar o
dia, continuando a trilha depois da caverna, fomos à
cachoeira das Andorinhas, outro lugar com imensa beleza.
No
domingo, fomos à caverna da Lage Branca, a uns 4km
da entrada do Parque (sentido Apiaí). Nesta, faz-se
uma caminhada de 30 minutos até a boca da caverna,
por uma trilha bem aberta. A caverna não tem muitas
formações de estalactites/estalagmites, mas
tem uma das maiores bocas de caverna onde inclusive haviam
algumas pessoas fazendo rapel (cerca de 135m). Lá
dentro os salões são bem altos, o que causa
um efeito acústico bem interessante. Um certo cuidado
devido aos desmoronamentos também é recomendável.
Para fechar com "chave de ouro", voltamos ao Parque
e, todos, de banho tomado, paramos em uma pousada (indicada
por um amigo do Tuco), e almoçamos uma comidinha
caseira. Barriguinha cheia, retomamos a estrada sentido
Curitiba, e graças a Deus, chegamos em paz, todos
muito bem e felizes pelo passeio. Valeu galera, mais um
feriado bacana com a turma da Associação Montanhistas
de Cristo.
Daiana
e Silvio
Para
conhecer o PETAR é aconselhável reservar o
camping com antecedência pelo telefone (0XX15) 552-1875,
com Gisela/Tadeu.
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