Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 27.05.2003
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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Práticas de Mínimo Impacto
Mínimo Impacto - Nativo / P.S. - Tuco.

Como usuários de trilhas e caminhos da Serra do Mar e de outros locais no meio da natureza que Deus criou, é extremamente necessário que tenhamos conhecimento destas práticas que minimizam o impacto humano sobre o meio natural e, a partir do momento que as conheçamos, passemos a divulgá-las em larga escala, para que nossas atitudes possam ser coerentes com o nosso desejo: o de usufruir a natureza sem alterá-la.

Uso dos Caminhos - Trilhas

  • Sair em grupos pequenos. Os grupos grandes geram maior impacto que pequenos grupos separados entre si.
  • Caminhar em fila sem sair da trilha. Caminhar disperso, desviando de pedras água ou lama, pelas laterais da trilha, aumenta a erosão.
  • Evitar caminhar sobre o solo molhado. O solo carregado de água é mais suscetível a deterioração.
  • Não caminhar com mascotes como cães e gatos. Eles podem alterar a fauna local.
  • Manter um nível de ruído baixo. Ruídos estranhos alteram o comportamento da fauna e atrapalham os pedidos de socorro. Procure escutar a natureza, ao invés de forçá-la a escutar você.
  • Não cortar caminho nas curvas de nível. O zig-zag e as voltas que uma trilha dão, não são para tornar a caminhada mais longa, mas para diminuir a possibilidade de erosão.
  • Fazer as paradas para descanso fora da picada e em lugares com pouca vegetação. As paradas sobre picada obrigam outros caminhantes a desviarem da trilha para continuar.
  • Trazer o lixo produzido de volta, separando e destinando a um lugar onde ele possa ser reciclado.
  • Em hipótese alguma abra novas trilhas, dê o direito ao próximo de estar em um lugar com a mínima interferência. Não corte a vegetação. Facões são "totalmente" dispensáveis em uma trilha.

    Zonas de Acampamento

  • Acampar somente sobre o solo bastante compactado e já livre de vegetação. Não abrir clareiras nem alargar as que já estiverem abertas.
  • Usar fogareiro ao invés de fazer fogueira.
  • Eleger um lugar suficientemente grande para o grupo.
  • Não construir estruturas de nenhum tipo.
  • Evitar ao máximo o pisoteio da vegetação.
  • Lavar panelas, pratos e roupas somente com sabão neutro e longe dos córregos de água, usando um recipiente.
  • Fazer as necessidades fisiológicas a mais de 50m dos cursos d'água, fora das áreas de camping e das trilhas, e enterrar os dejetos pelo menos a um palmo da superfície.

Zonas Onde Não Existam Picadas

  • Dispersar as atividades e não caminhar em fila; caminhar em fila onde não existam picadas deteriora o solo.
  • Eleger zonas de superfície duráveis, como rocha, cascalho ou cursos de rio.
  • Eleger zonas de acampamento em locais duráveis, livres de vegetação.
  • Dispersar as atividades quando se acampa.
  • Eliminar todas as evidências de acampamento quando se deixa o local.
  • Recicle suas atitudes, seja correto e dê o exemplo.

P.S.: Como freqüento o Morro do Canal há bastante tempo, e estive lá antes do recente fluxo de escaladores, pude perceber algo que talvez estes recentes escaladores não tenham dado conta. A vegetação das bases das vias e a frágil vegetação rupestre que se esforçava para desenvolver-se nas paredes do morro não estão resistindo a crescente visitação, não de farofeiros bagunceiros e desinformados, mas de NÓS, os escaladores.

A via Pirilampo Espacial tinha uma pequena fissura com uma arvorezinha bonitinha na sua parte final; o traçado da via foi desviado daquela fissura, passava por uma paredinha repleta de agarras, num lance interessante e bem protegido. Hoje a árvore já era, só restou um "toco de pau seco", e certamente não foi nenhum daqueles que, pretensiosamente, chamamos de farofeiros, que guiou uma via de 5b, para arrancar a árvore e fazer uma fogueira.

Por favor, vamos nos esforçar para mudar esta situação! Para se escalar um bolder, não é preciso abrir 6m quadrados de clareira nem pisotear e amassar todo bambu (como acontece em algumas vias do Canal). Não é preciso desviar da lama para manter sua bota limpinha, não é preciso escalar trepa-mato (que invariavelmente acaba se transformando num arranca-mato) numa paredinha de 20m. Se a base da via for muito frágil (como é o caso da Bienal), não fique em seis, sete, dez pessoas amontoadas, arrebentado com a vegetação, não intencionalmente, mas pelo simples fato de estarem todos lá ao mesmo tempo.
Certamente cada vez mais escaladores vão freqüentar este morro. A responsabilidade é nossa!

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