Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 27.05.2003
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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PROJETO 5 CUMES

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TUCUM
Relatório de 17 e 18/08/2002

Equipe Tucum:
Andréa Block (Déia) - Ivonete Cesar Puia (Puia) - Klaus Jürgen Krüger (Churrasco)
Renato Block (Gaspar) - Samantta Noeli Mikosz (Samy)

A divisão do Tucum foi guiada pelo Gaspar e saímos às 12h00 da sede da associação, chegando à Chácara da Bolinha às 13h00. Começamos a caminhada às 13h30 e como não podia faltar, antes de começar a nossa aventura, entregamos todos os momentos que iríamos passar juntos nas mãos do nosso Pai com uma oração. O dia estava perfeito, sem nenhuma nuvem no céu. Depois de acertarmos o pedágio da chácara e ajeitar as cargueiras, começamos a caminhar na trilha rumo ao Tucum. O início da trilha do Tucum e do Ciririca é o mesmo, e como já fazia tempo desde a última vez que o Gaspar tinha subido o Tucum, ele pediu umas dicas para o Cover (Guia da divisão Ciririca). Ele nos informou que devíamos cruzar quatro vezes o rio para evitar pegar um caminho errado. Após cruzarmos pela quarta vez o rio, decidimos parar para o lanche. Ficamos parados aproximadamente 15min. Após essa parada fomos direto até a bifurcação que divide as trilhas do Ciririca, com mais 6 horas de caminhada, e a do Tucum com mais 2h30 de caminhada. Dessa vez pegamos a mais fácil, confesso, mas não menos prazerosa. Certos de estarmos na trilha certa fomos direto até o cume do Camapuã um morro que antecede o cume do Tucum. Para chegar até esse cume tivemos de passar por uma rampa que não acabava nunca. Mas, chegando lá, ficamos maravilhados com o visual. O Tucum à frente, o PP um pouco para a esquerda, em um ângulo fantástico, o Itapiroca, Caratuva, Taipabuçu, Ferraria, Ferreiro e Guaricana à esquerda e o Ciririca, e o Conjunto do Marumbi à direita. O Gaspar aproveitou o cume do Camapuã para tirar uma foto panorâmica, registrando todos os cinco cumes e mais alguns pela trajetória. Ficamos no cume do Camapuã mais uns 10 minutos e seguimos rumo ao Tucum. Todos estavam bem , mas por não haver água no cume do Camapuã e do Tucum, carregamos o máximo de água possível, para garantir um estadia mais agradável, e isso exigiu um pouco mais de esforço. No cume do Camapuã também fizemos nosso primeiro contato por rádio com o pessoal do Ciririca e do Ferraria, e com o Lauro que estava no Marumbi. E combinamos que faríamos contato a cada hora cheia, para economizar bateria. Quando estávamos começando a descer o vale do Camapuã e subindo o Tucum, observamos o por do sol, uma bola de fogo vermelha que se ocultava por trás do Camapuã. Do Camapuã até o Tucum levamos mais uma meia hora, chegando ao cume às 18h00. No cume encontramos um pessoal de poucas palavras que estavam fazendo uns bolders e fizeram um bivaque lá. Após chegar no cume, a primeira coisa que fizemos foi armar as barracas e nos abrigar o quanto antes, pois já estávamos com pouca luz do sol. Armadas as barracas começamos a contatar as demais equipes e falamos com o pessoal do Ciririca, que também tinha acabado de chegar, e com o pessoal do Ferraria que estava um pouco apreensivo, pois tinha subido o Ferraria sem água. Também falamos com o pessoal do Marumbi. A noite estava estrelada e fria, a nossa técnica em medição de temperatura atmosférica, a Samy, mediu uma temperatura de 11ºC. A lua estava crescente e bastante forte. Também ventou bastante durante toda a noite. Lá pelas 20h00 resolvemos começar a fazer a janta e, devido ao vento forte, usamos o avancê da barraca para cozinhar a gororoba, que nessas horas se torna um verdadeiro manjar. Aproveitamos esse momento para fazer um estudo da palavra de Deus. Lemos Lucas 14h15 à 24, que nos contava sobre a parábola de grande ceia. Uma palavra bem propícia para o momento. Depois saboreamos o nosso jantar e depois fomos fazer o contato visual com as lanternas dos cinco cumes. Acho que sinalizamos por uma meia hora e nos comunicamos pelo rádio relatando um ao outro como tinha sido a nossa caminhada e um pouco sobre o que tínhamos passado. Resolvemos dormir às 22h30.
A noite estava bem agradável, lua crescente e céu estrelado, não estava muito frio. Ventou bastante durante a noite, num momento acordei com o ruído do vento e pensei que estava garoando, com o vento forte o avancê da barraca se abriu de sozinho e quando fui fechar vi que o céu estava estrelado. Acordei lá pelas 7 horas e o sol já estava despontando por trás do Ibitirati, envolto por um mar de nuvens, visão espetacular. Chamei o Klaus, mas ele parecia estar em coma profundo e não respondeu, perdendo aquele momento. Pensei em fotografar o visual, mas a luz do sol já estava forte e iria queimar a foto. Tentei contato por rádio e consegui conversar com nosso amigo Nas Nuvens no Ferraria que já estava acordado há algum tempo. Fiquei um bom momento deslumbrando a paisagem e falando com Deus, foi muito legal. Depois de todos acordados resolvemos preparar nosso desjejum, fizemos um banquete misturando as iguarias que cada um trouxe consigo. Fizemos contato com o pessoal do Ferraria e do Ciririca, que estava se preparando para a longa caminhada de retorno. Eu e o Klaus resolvemos descer um pouco pela trilha do outro lado que vai em direção ao Luar e daí conseguimos nos comunicar com o Aldo no Caratuva com quem ainda não tínhamos conseguido falar direito, eu acho que devido à interferência da antena do Caratuva. O Aldo contou que tinha tentado tirar uma panorâmica mas que infelizmente os dois filmes que tinha eram cortados e que acabaram bem no meio. Ele e o Karl já estavam se preparando para descer, pois tinham compromissos marcados para a tarde. Desarmamos acampamento e começamos a descer por volta de 11h45. Chegando ao Camapuã, passamos um bom tempo escalando uns bolders bem bacaninhas que tem por lá. Continuamos a caminhada e chegamos em baixo na fazenda às 15h00. Fomos ao Tio Doca (ou Tio Dondoca segundo o Aldo) e esperamos os demais grupos retornarem de seus respectivos cumes para o encontro marcado para a sessão de fotos da grande expedição 5 Cumes. Todos retornaram bem de suas caminhadas e encontramos o Pacheco que voltava do Guaricana, onde foi instalar a caixinha para o livro de registro no cume. Após longa confraternização no posto, retornamos aos nossos lares cansados mas felizes pelo maravilhoso final de semana que pudemos passar juntos na nossa Serra do Mar.

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