Equipe
Tucum:
Andréa
Block (Déia) - Ivonete Cesar Puia (Puia) - Klaus
Jürgen Krüger (Churrasco)
Renato Block (Gaspar) - Samantta Noeli Mikosz (Samy)
A
divisão do Tucum foi guiada pelo Gaspar e
saímos às 12h00 da sede da associação,
chegando à Chácara da Bolinha às 13h00.
Começamos a caminhada às 13h30 e como não
podia faltar, antes de começar a nossa aventura,
entregamos todos os momentos que iríamos passar juntos
nas mãos do nosso Pai com uma oração.
O dia estava perfeito, sem nenhuma nuvem no céu.
Depois de acertarmos o pedágio da chácara
e ajeitar as cargueiras, começamos a caminhar na
trilha rumo ao Tucum. O início da trilha do
Tucum e do Ciririca é o mesmo, e como
já fazia tempo desde a última vez que o Gaspar
tinha subido o Tucum, ele pediu umas dicas para o
Cover (Guia da divisão Ciririca). Ele nos
informou que devíamos cruzar quatro vezes o rio para
evitar pegar um caminho errado. Após cruzarmos pela
quarta vez o rio, decidimos parar para o lanche. Ficamos
parados aproximadamente 15min. Após essa parada fomos
direto até a bifurcação que divide
as trilhas do Ciririca, com mais 6 horas de caminhada,
e a do Tucum com mais 2h30 de caminhada. Dessa vez
pegamos a mais fácil, confesso, mas não menos
prazerosa. Certos de estarmos na trilha certa fomos direto
até o cume do Camapuã um morro que
antecede o cume do Tucum. Para chegar até
esse cume tivemos de passar por uma rampa que não
acabava nunca. Mas, chegando lá, ficamos maravilhados
com o visual. O Tucum à frente, o PP
um pouco para a esquerda, em um ângulo fantástico,
o Itapiroca, Caratuva, Taipabuçu,
Ferraria, Ferreiro e Guaricana à
esquerda e o Ciririca, e o Conjunto do Marumbi
à direita. O Gaspar aproveitou o cume do Camapuã
para tirar uma foto panorâmica, registrando todos
os cinco cumes e mais alguns pela trajetória. Ficamos
no cume do Camapuã mais uns 10 minutos e seguimos
rumo ao Tucum. Todos estavam bem , mas por não
haver água no cume do Camapuã e do
Tucum, carregamos o máximo de água
possível, para garantir um estadia mais agradável,
e isso exigiu um pouco mais de esforço. No cume do
Camapuã também fizemos nosso primeiro
contato por rádio com o pessoal do Ciririca
e do Ferraria, e com o Lauro que estava no Marumbi.
E combinamos que faríamos contato a cada hora cheia,
para economizar bateria. Quando estávamos começando
a descer o vale do Camapuã e subindo o Tucum,
observamos o por do sol, uma bola de fogo vermelha que se
ocultava por trás do Camapuã. Do Camapuã
até o Tucum levamos mais uma meia hora, chegando
ao cume às 18h00. No cume encontramos um pessoal
de poucas palavras que estavam fazendo uns bolders e fizeram
um bivaque lá. Após chegar no cume, a primeira
coisa que fizemos foi armar as barracas e nos abrigar o
quanto antes, pois já estávamos com pouca
luz do sol. Armadas as barracas começamos a contatar
as demais equipes e falamos com o pessoal do Ciririca,
que também tinha acabado de chegar, e com o pessoal
do Ferraria que estava um pouco apreensivo, pois
tinha subido o Ferraria sem água. Também
falamos com o pessoal do Marumbi. A noite estava
estrelada e fria, a nossa técnica em medição
de temperatura atmosférica, a Samy, mediu uma temperatura
de 11ºC. A lua estava crescente e bastante forte. Também
ventou bastante durante toda a noite. Lá pelas 20h00
resolvemos começar a fazer a janta e, devido ao vento
forte, usamos o avancê da barraca para cozinhar a
gororoba, que nessas horas se torna um verdadeiro manjar.
Aproveitamos esse momento para fazer um estudo da palavra
de Deus. Lemos Lucas 14h15 à 24, que nos contava
sobre a parábola de grande ceia. Uma palavra bem
propícia para o momento. Depois saboreamos o nosso
jantar e depois fomos fazer o contato visual com as lanternas
dos cinco cumes. Acho que sinalizamos por uma meia hora
e nos comunicamos pelo rádio relatando um ao outro
como tinha sido a nossa caminhada e um pouco sobre o que
tínhamos passado. Resolvemos dormir às 22h30.
A noite estava bem agradável, lua crescente e céu
estrelado, não estava muito frio. Ventou bastante
durante a noite, num momento acordei com o ruído
do vento e pensei que estava garoando, com o vento forte
o avancê da barraca se abriu de sozinho e quando fui
fechar vi que o céu estava estrelado. Acordei lá
pelas 7 horas e o sol já estava despontando por trás
do Ibitirati, envolto por um mar de nuvens, visão
espetacular. Chamei o Klaus, mas ele parecia estar em coma
profundo e não respondeu, perdendo aquele momento.
Pensei em fotografar o visual, mas a luz do sol já
estava forte e iria queimar a foto. Tentei contato por rádio
e consegui conversar com nosso amigo Nas Nuvens no Ferraria
que já estava acordado há algum tempo. Fiquei
um bom momento deslumbrando a paisagem e falando com Deus,
foi muito legal. Depois de todos acordados resolvemos preparar
nosso desjejum, fizemos um banquete misturando as iguarias
que cada um trouxe consigo. Fizemos contato com o pessoal
do Ferraria e do Ciririca, que estava se preparando
para a longa caminhada de retorno. Eu e o Klaus resolvemos
descer um pouco pela trilha do outro lado que vai em direção
ao Luar e daí conseguimos nos comunicar com o Aldo
no Caratuva com quem ainda não tínhamos
conseguido falar direito, eu acho que devido à interferência
da antena do Caratuva. O Aldo contou que tinha tentado
tirar uma panorâmica mas que infelizmente os dois
filmes que tinha eram cortados e que acabaram bem no meio.
Ele e o Karl já estavam se preparando para descer,
pois tinham compromissos marcados para a tarde. Desarmamos
acampamento e começamos a descer por volta de 11h45.
Chegando ao Camapuã, passamos um bom tempo
escalando uns bolders bem bacaninhas que tem por lá.
Continuamos a caminhada e chegamos em baixo na fazenda às
15h00. Fomos ao Tio Doca (ou Tio Dondoca segundo o Aldo)
e esperamos os demais grupos retornarem de seus respectivos
cumes para o encontro marcado para a sessão de fotos
da grande expedição 5 Cumes. Todos retornaram
bem de suas caminhadas e encontramos o Pacheco que voltava
do Guaricana, onde foi instalar a caixinha para o
livro de registro no cume. Após longa confraternização
no posto, retornamos aos nossos lares cansados mas felizes
pelo maravilhoso final de semana que pudemos passar juntos
na nossa Serra do Mar.