Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 27.05.2003
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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PROJETO 5 CUMES

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CARATUVA
Nostalgia na montanha

Equipe Caratuva:
Aldo Rempel - Karl Raucher

Difícil fazer um relato interessante de uma expedição ao "Caratuva" instantes após terminar de ler o livro "Sobre Homens e Montanhas" de John Krakauer, onde incursões em algumas das montanhas mais difíceis do planeta são relatadas. Mas, tentemos.

Aldo e eu (Karl) estávamos contetes, com sentimentos nostálgicos, pois para ambos seria a 1a acampada na montanha desde o casamento, respectivamente a 4 e 3 anos atrás. Ainda bem que os remendos na minha barraca e o suave perfume de naftalina nas minhas "roupas de montanha" que não usei há anos, lembravam-me de que não era marinheiro de 1a viajem.

Juntada a tralheira, seguimos para a chácara que dá acesso às montanhas da região do PP. Encontramos um dos donos da chácara cobrando pedágio na subida do "Getúlio". Proseamos um pouco. Achei bom alguém estar lá controlando quem passa e contribuindo para a manutenção das trilhas. Na conversa soubemos que muitos tinham subido o Caratuva, que estaríamos mais sossegados se seguíssemos para o Itapiroca. Contrariando as recomendações, fomos direto para o cume do Caratuva.
Fiquei surpreso ao encontrar totamente seco o riacho pelo qual a trilha segue por um curto trecho. Ficamos até em dúvida se estávamos certos ou nos confundimos em alguma bifurcação da trilha. Paramos para descansar sentados sobre as pedras que em outros tempos formam o leito do riacho. Logo apareceram radio-amadores que desciam depois de terem realizado serviços de manutenção no catavento da estação repetidora que fica no cume da montanha. Então, estávamos certos.

Seguimos caminhando num ritmo que não exigisse demais do nosso precário condicionamento físico. Ainda bem que o Aldo meteu-se a fotografar orquídeas e bromélias que encontramos ao longo da trilha. Assim, pude recuperar meu fôlego de vez em quando sem irritar o companheiro com os famosos "dá um break"!
Em torno do meio-dia chegamos ao cume e para a nossa alegria, o povo que tinha subido lá eram os radio-amadores que encontramos descendo. Acampando mesmo, só mais um grupo de 3 pessoas . Maravilha. Pudemos escolher onde acampar. Como o tempo no momento estava bom e as previsões também, não nos preocupamos em encontrar abrigo. Armamos minha espaçosa barraca, mais indicada para um camping de praia do que para montanhas, em meio às caratuvas bem de frente p/ o PP.

Sei lá eu de quem o Aldo tinha emprestado um rádio para nos comunicarmos com os amigos que estavam nos outros cumes. Também não importa. O fato é que a geringonça não funcionava. Conseguíamos ouvir as conversas entre o Gaspar no Tucum, o Cover a caminho do Ciririca e os amigos que estavamo com "pane Seca" no Ferraria - mas ninguém recebia nosso sinal. Coisas da tecnologia. Por falar em tecnologia: fiquei surpreso ao verificar que era possível telefonar com o celular lá do cume, coisa que não existia nos velhos tempos. Ambos ligamos para nossas digníssimas esposas.

No mais, só alegria. Mar de nuvens ao entardecer, visual maravilhoso, altas prosas relembrando os velhos tempos. Vento forte de madrugada, mas nada preocupante. No domingo, descida tranqüila e uma certeza - precisamos voltar à ativa, mesmo que só de vez em quando!

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