Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 27.05.2003
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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HISTÓRIA DO MONTANHISMO
Um breve relato da história do montanhismo.

:: NO MUNDO :: NO BRASIL

NO MUNDO


Matterhorn
Desde o início da civilização, o ser humano sempre teve um a tendência a atingir pontos distantes, migrar, viajar, subir montanhas e cruzar vales. No princípio, as intenções principais eram de sobrevivência, mas certamente muitos já atingiam cumes e locais ermos pelo simples prazer de estar lá, onde poucos estão, onde o horizonte é mais amplo.

No século XV, na Europa, começaram a acontecer algumas escaladas mais ousadas. Tem destaque a difícil ascensão do Monte Aiguille, na França, em 1492, por Antoine Ville. O feito causou muita confusão na época, porque acreditava-se que dragões e monstros viviam nos cumes das montanhas e que estes deveriam ser deixados em paz.

Um grande intervalo se deu, com poucas atividades de expressão sobre as culminâncias alpinas, até a grande conquista do médico francês Michel Gabriel Paccard em 1786. Motivado por um prêmio oferecido por Horace Benedict de Saussure, Paccard e o garimpeiro Jacques Balmat conseguiram atingir o maior cume da Europa Ocidental, o Mont Blanc (4.807m). A partir daí, o interesse pelos cumes alpinos aumentou e vários deles foram vencidos. Na maioria dos casos, porém, o interesse era científico.

Somente na década de 1850 é que o montanhismo passaria a ter um interesse próprio, de escalar por escalar. A conquista do Matterhorn em 1854 foi um dos feitos importantes da década.

AS GRANDES CONQUISTAS


Aconcágua - teto das Américas


Kilimanjaro - teto da África

Em 1857 foi criado o Clube Alpino de Londres, primeiro clube de montanha do mundo. O esporte começou a se organizar e ganhar adeptos. O termo alpinista se oficializou, mesmo com a procura de cumes em outras regiões como o Cáucaso, os Andes, África, Himalaia... Em 1879, o acontece a conquista do Aconcágua (6.959m), em 1889, o Kilimajaro (5.895m), na África, em 1907 o Trisul (7.120m), no Himalaia e em 1913 o McKinley (6.194m), no Alasca.

A partir de 1920 o as técnicas começaram a se aprimorar rapidamente, possibilitando as primeiras grandes conquistas de paredes como a face

norte de Eiger em 1938 e várias linhas nas Dolomitas. Nos anos cinqüenta, nomes como Lionel Terray, Edouard Frendo e Walter Bonatti deram nova vida a escalada que Simond e Pierre Alain iniciaram. Bonatti e Luciano Ghigo desenvolveram a escalada artificial, utilizando-se de cunhas e cravos fabricados por eles próprios. Nesta época começaram as conquistas no impressionante vale do Yosemite, nos EUA (Lost Arrow - 1947; Half Dome - 1957; El Capitan - 1958). A primeira montanha acima dos 8.000m também foi atingida nessa época; o Annapurna (8.078m), por Maurice Herzog e Louis Lachenal. O neozelandêz Edmund Hillary e o sherpa


Yosemite - EUA


Fitz Roy - Patagônia

Tensing Norkav atingiram o cume do Everest (8.872m) em 1953. Nos Andes acontece a impressionante conquista do Fitz Roy, por Lionel Terray e Guido Magnone em 1952.

A partir de 1920 o as técnicas começaram a se aprimorar rapidamente, possibilitando as primeiras grandes conquistas de paredes como a face norte de Eiger em 1938 e várias linhas nas Dolomitas. Nos anos cinqüenta, nomes como Lionel Terray, Edouard Frendo e Walter Bonatti deram nova vida a escalada que Simond e Pierre Alain iniciaram. Bonatti e Luciano Ghigo desenvolveram a escalada

artificial, utilizando-se de cunhas e cravos fabricados por eles próprios. Nesta época começaram as conquistas no impressionante vale do Yosemite, nos EUA (Lost Arrow - 1947; Half Dome - 1957; El Capitan - 1958). A primeira montanha acima dos 8.000m também foi atingida nessa época; o Annapurna (8.078m), por Maurice Herzog e Louis Lachenal. O neozelandêz Edmund Hillary e o sherpa Tensing Norkav atingiram o cume do Everest (8.872m) em 1953. Nos Andes acontece a impressionante conquista do Fitz Roy, por Lionel Terray e Guido Magnone em 1952.

TECNOLOGIA
No início dos anos 60, o avanço tecnológico foi peça fundamental para o aprimoramento do montanhismo. O grande ícone dessa época é com certeza Reinhold Messner, primeiro a subir o Everest sem oxigênio, primeiro a atingir os 14 cumes acima de 8.000m e autor das escaladas em solo ao Nanga Parbat e Everest, além de vários outros feitos notáveis. Surgiram clubes e associações em todo o mundo e foi formada a UIAA (União Intenacional das Associações de Alpinismo).

NO BRASIL


Agulhas Negras - P. N. Itatiaia

Os primeiros registros de escaladas às culminâncias tupiniquins datam do início do século 19, com ascensões à Pedra da Gávea e cumes da Serra da Carioca e Maciço da Tijuca, na sua maioria realizados pelos produtores de café. Em 1856 José Franklin Massena subiu parte do Agulhas Negras e em 1817 o Pão de Açúcar foi escalado por uma senhora inglesa e outras duas pessoas que teriam
encravado a bandeira da Inglaterra no seu cume. Isso teria provocado uma turma de estudantes da Escola Militar que repetiu a façanha tremulando a bandeira nacional.

O que se pode considerar a primeira ascensão "montanhística" do país aconteceu em 1879, na Serra do Mar paranaense. Joaquim Olímpio de Miranda organizou uma equipe com o objetivo claro e determinado de atingir o que era então considerado o ponto mais alto da região, o Marumbi. Esta foi certamente a primeira equipe de montanhistas do país. O cume do conjunto Marumbi foi chamado de Olimpo, em homenagem ao conquistador.


Marumbi - Paraná
Em 1898 Horácio de Carvalho e José Frederico Borba tentaram novamente o cume do Agulhas Negras. Chegaram muito perto, mas não conseguiram.


Dedo de Deus - Rio de Janeiro

Em 1912, acontece a conquista que se tornou um marco no montanhismo nacional. Um grupo de alemães chega ao Brasil com a inteção de escalar o Dedo de Deus, em Teresópolis-RJ. Contratam como guia Raul de Sá Carneiro, profundo conhecedor da região. Não conseguindo atingir o cume, declaram impossível que alguém o faça, já que eles, alpinistas europeus não conseguiram. Raul se sente ofendido e convida o ferreiro José Teixeira Guimarães e os irmãos Acácio, Alexandre e Américo Oliveira para tentar a conquista.

José Teixeira cria e fabrica boa parte do equipamentos utilizados na escalada. O grupo parte dia 3 de abril, e no dia 9 atingem o cume da elevação. Utilizando cordas de sisal e chegando a construir escadas de bambu para vencer alguns trechos, fincam a bandeira nacional e uma bandeira branca, para facilitar a visualização de Teresópolis. Na volta, foram recebidos como heróis pela população.

No dia 1º de novembro de 1919 surge o Centro Excursionista Brasileiro, no Rio de Janeiro, primeiro clube de montanhistas do país.

Nos anos 40 e 50, o montanhismo tinha uma grande força e atuação em dois centros nacionais, o Rio de Janeiro, com suas inigualáveis serras e montanhas, e o Paraná, também com grandes conquistas realizadas. No fim dos anos 50, os clubes cariocas avançaram aos Andes empreendendo lá algumas importantes conquistas. O Pico La Torre (Bolívia), Cerro São Paulo, Pico Brasil e Pico Rio de Janeiro (Andes Argentinos) são importantes vitórias.

PARANÁ
No Paraná, depois da Conquista do Olimpo, no Marumbi, uma nova conquista prendeu a atenção dos montanhistas locais. A elevação mais destacada na visão da estação ferroviária do Marumbi, o Abrolhos. Pra quem olha dali, a sensação é de que este seria o cume principal do conjunto. Parecia uma agulha intransponível, com a face norte predominantemente rochosa, um dedo apontando para o céu. Até então, as escaladas ao Marumbi aconteciam sempre via Facãozinho, até o Olimpo. Na década de 1930 começaram as primeiras tentativas de alcançar o cume do Abrolhos, todas fracassadas, até que, em 1937, o artista-gravador José Peon liderou uma equipe que, depois de quinze investidas, alcançou o cobiçado cume.

A partir de 1940, o Abrolhos se transformou no protagonista das principais escalada no Paraná. A segunda ascenssão aconteceu pela Bandeirantes em 1942, por Zanlute, Stengel e Charvet. Em 1946 Gavião, Sabão e Vagalume abriram a chaminé do Gavião, primeira via no Parque do Lineu. Em 1947, no vale entre Abrolhos e Torre dos Sinos, Staca, Vespa e Sabão abrem a Catedral, um diedro artificial. Em1947, surge nas nossas paragens a grande figura do austríaco Erwin Gröger, o Professor. Junto com ele, vieram suas técinas e experiências como alpinista europeu, que influenciaram fortemente toda um geração. Foi ele o autor da escalada até hoje admirada pelos escaladores - a Fenda Principal - juntamente com Vespa. Em 1949 a Oeste, ainda no Abrolhos, por Vespa, Arame, Vitamina e Miquim. Em 1954, a primeira grande fenda da Esfinge, a fenda "Y" por Tarzan e Vitamina. Em 1957, Vespa e Staca abriram a Oeste Total, que uniu a Oeste ao Parque do Lineu. 1958 a Fenda 2, e 1959, a Fenda 1, que na época era chamada de Fenda 3, já que a "Y" era a Fenda 1, ambas conquistadas por Staca. Em 1962, numa grande empreitada, Staca e Caladinho abriram a 1ª via na Torre dos Sinos. 1967 acontece a conquista da via Coroados, próxima ao Véu da Noiva, por Staca e Jura. 1972, Tarzan, Caladinho e Carniça abriram a tradicional e tão repetida via Enferrujado, no Lineu, a 1ª via na Ponta do Tigre foi conquistada por Farofa e Tarzan, no mesmo ano.


Pico Paraná

Fora do Marumbi, aconteciam as investidas extremamente complicadas na serra do Ibitiraquire, região do Pico Paraná. Em 1941, o trio marumbinista Maack, Stamm e Mysing, acompanhados de vários mateiros, iniciam a investida ao recém descoberto ponto culminante do estado. Foram dezoito dias de esforço contínuo. Dia 13 de julho de 1941, atingiram o cume do Pico Paraná, Stamm e Mysing.

O último santuário ainda inatingido era o Siririca. Em 1949, numa empreitada de seis dias, o grupo formado por Osíres e Orisel Curital e Nobor Imaguire (Vespa, Arame e Lanterna) atingiu a útilma culminância. A equipe carregou consigo equipamento para 10 dias de caminhada, seguindo a rota do Tucum. Como chegaram ao cume antes do previsto, extenderam a expedição mais ao sul, até alcançar o cume do Agudo da Cotia.

No final dos anos 70 e início dos 80, foram muitas as escaladas no estado, tendo começado as primeiras vias de um dos principais Campo Escola do país, o Anhangava.

Em 1987, uma conquista mais contemporânea, mas não menos clássica, que durante vários anos foi a maior via de escalada em rocha do Brasil, o Ibitirati. Um grupo grande de pessoas participou da conquista, com duas equipes escalando a ainda uma equipe de apoio. Os primeiros a concluírem a via foram Ivan, Dalinho, Segundas e Domingos.

MONTANHISTAS DE CRISTO
Em 1992, é fundada a Associação Montanhistas de Cristo, que tem como principais idealizadores, Ivan Ribeiro, montanhista conceituado no estado e o montanhista missionário Moisés Meneses. A associação nasce com um diferencial. Além de promover o montanhismo, têm a intenção de formar um grupo capaz de praticar o esporte num ambiente cristão e sadio e de proporcionar aos interessados a oportunidade de conhecer melhor o amor e o plano de Deus pras nossas vidas.

Hoje em dia o 'boom' das chamadas ecoaventuras levou o esporte além das fronteiras dos clubes, formando as empresas e profissionais que buscam maneiras fáceis e rápidas de divertir seus clientes. Vivemos uma época sensível e de grande risco, tanto para as montanhas quanto para os que tentam conhecê-las. Por isso é fundamental o conhecimento de tudo que envolve a prática desta cativante atividade.


Monte Sinai

Porquê subir montanhas? Porquê se enfiar no mato em travessias e escaladas extenuantes? Muitas histórias bíblicas, desde o antigo testamento, nos mostram várias travessias e ascensões a cumes de montanhas. Foi no cume do Sinai que Deus entregou os mandamentos a Moisés. Jesus vivia subindo montes para orar e conversar com seu Pai. Alguns dizem que subindo uma montanha, nós chegamos mais perto de Deus, ou como dizem

outros, da "mãe natureza". Mas a grande verdade é que, subindo uma montanha, nos afastamos das agitações, incertezas e temores do dia-a-dia do homem. E quando fazemos isso, temos uma grande oportunidade de contemplar a criação de Deus e ver em cada pequeno detalhe, ou na imensidão do horizonte, a grandeza desse Deus que nos criou. A oportunidade de nos aproximarmos dEle.

Referências bibliográficas:
Texto de Waldecy Mathias Lucena - CEC
Gazeta do Povo - 1º de setembro de 1984
Textos de Paulo Henrique Schmidlim (Vitamina)
Site montblancbrasil (www.montblancbrasil.hpg.ig.com.br)

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