Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 22.03.2004
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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DE BIKE NA GRACIOSA
Curitiba-Morretes, via Estrada da Graciosa, de bicicleta

Equipe: Silvio - Wanderlei - Bobs - Israel - Rodrigo - Samy - Karina - Déia - Klaus

Acidentes
Fizemos o trajeto curitiba-morretes via graciosa, completando um trajeto de aprox. 66km em 5 horas. Foi muito legal mesmo, pois dos acidentes de percurso que houveram, nenhum causou algum dano físico. O primeiro foi o meu, pois resolvi verificar a textura do mato nos canteiros da BR-116. É que houve um afunilamento na pista do acostamento, onde somente 2 poderiam passar. O terceiro (eu) teve que dar uma desviadinha, rumo a um tombo que os espectadores dizem ser digno de ir para um desses programas de TV. Mas tudo bem só quebrou o espelinho da bike. O outro tombo que infelizmente ou felizmente não presenciei foi o da Déia, que se empolgou com a descida pela Graciosa e acabou não conseguindo vencer uma curva e despencou num canteiro cheio daquelas florzinhas (beijinhos) que usou para suavizar a sua queda. Fora isso na ida não houve mais nenhum problema técnico.

Farofagem em Morretes
O dia estava perfeito, mas extremamente quente. Chegando na rodoviária de morretes, compramos às passagens para a volta e fomos informados que poderiamos levar apenas duas bicicletas no bagageiro do ônibus. Então uma parte da equipe voltou de bus e duas pessoas voltaram de trem, levando as magrelas. De bus voltaram o Silvio, o Wanderlei e suas respectivas bikes, a Déia e eu. De trem foram a Samy, e mais Cinco magrelas :o)!!! Na verdade foi, a Samy, a Karina (Magrela) e mais quatro bikes. O
Bobs, o Israel e o Rodrigo decidiram voltar de bike subindo a 277.

Depois de compradas as passagens e vistos como cada um iria voltar para casa, resolvemos comprar as passagens de trem. Devido a um acidente da ida, o trem ainda não havia chegado em morretes, por isso reservamos os lugares e fomos almoçar, pois a fome e a sede eram intensos. Fomos abordados por um homem-propaganda e nos conveceu a irmos almoçar no restaurante Nhundiaquara, pois teria um lugar para guardarmos as bikes enquanto iriamos almoçar. Correu tudo bem, almoçamos muito, mas muito bem, tão bem que o Israel comentou que, se eles soubessem que nós tinhamos feito o trajeto Curitiba-Morretes de bike, nenhum louco convidaria essa turma para entrar em seu restaurante que seria prejuizo na certa. Entretanto acho que ambos ganharam, porque depois do almoço fomos buscar as bikes que ficavam num ambiente coberto por uma laje de concreto e as margens do Rio Nhundiaquara. Imaginem, depois de comer aquela argamassa de barreados, mais um monte de camarão a milanesa, mais isso, mais aquilo, num dia de verão daqueles, descemos até o local onde estavam as bikes e pouco a pouco um se ajeitou ali, outro lá e em pouco tempo tava todo mundo puxando aquele ronco. Ficamos descansando por lá uma hora. Enxemos as garrafas de água numa praça local, e fomos até a praça da frente da ferroviária, onde fizemos o dia de um vendedror de picolé que deve ter vendido tudo, pois a Samy queria sempre mais um e de um momento para o outro o vendedor tinha sumido (possivelmente preocupado em repor o estoque).

A volta
Compramos as passagens de trem e nos despidimos do Bob's, Israel e Rodrigo que estavam agora a busca de um rio para se refrescar antes de começar a jornada de retorno. Às 15:59 embarcamos e chegamos em Curitiba às 17:25. Montamos as bikes na frente da Penha e voltamos para a casa do Silvio. Depois fomos buscar a Samy e a Karina que chegaram às 19:30.
texto - Klaus Krüguer

A (terrível) volta pela 277
Segundo o Rodrigo, se soubesse que iria pedalar tanto, não teria saído de casa nesse domingo, brincadeira. Subir a Serra do Mar realmente não é fácil.

Depois de nos despedirmos da galera, eu (Israel), Rodrigo e Bob's, achamos
um lugar legal para entrar no rio, demos uma refrescada e partimos de Morretes as 16h30. Foram 15Km até a BR. A partir dai a coisa ficou preta.

Sol, calor e a pior coisa que existe na vida de um ciclista: SUBIDA, muita subida, realmente muita subida, pra falar a verdade só tinha subida até o pedágio. Começamos a subir e logo no primeiro km resolvemos fazer a primeira das muitas paradas do trajeto. Estávamos lá sentados no barranco quando de repente escutamos uma música maravilhosa - o do assobio do sorveteiro. Foi coisa de Deus mesmo, nós ali no meio do nada e sem mais nem menos aparece um sorveteiro com aqueles famosos picolés de R$0,50 já relatados pelo Klaus.

Depois de alguns sorvetes, continuamos a subir. Paramos em praticamente todas as bicas, e aquelas paradas onde vende um monte coisa, que encontramos pelo caminho, em cada lugar tomamos alguma coisa: coco verde, caldo de cana... Estava realmente muito quente e o Sol não dava trégua. Já no meio da serra encontramos mais dois ciclistas que estava de speed (aquelas bicicletas com pneus fininhos) e também estavam morrendo. Os caras eram legais e foram conosco até o pedágio.

Já estávamos cansados, o psicológico estava afetando a galera. Quando o Rodrigo viu o Viaduto dos Padres lá em cima, deu um tempo. Eu e o Bob's retiramos as coisas da bike do Rodrigo, colocamos na mochila e fomos revezando. Fizemos o trecho do final da serra até o pedágio na total
escuridão com muita neblina. Foi uma hora muito tensa. Chegamos no pedágio lá pelas 21h00, e partir dali demos um gás. Paramos em um posto para comer alguma coisa, pois nossa comida já tinha acabado e eu particularmente estava meio tonto de tanta fome.

Depois do posto, entramos pelo Capão da Imbuia até a Victor Ferreira do Amaral onde nos despedimos do Bob's. Chegamos em casa em torno da 22h00, eu e o Rodrigo muito felizes por ter realizado essa aventura nervosa. Tomamos banho, comemos e fomos dormir, afinal foram alguns 170 Km percorridos.
texto - Israel P. N. Toledo

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