Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 29.03.2004
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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CAPIVARI

Relato de uma caminhada da AMC neste belo cume da serra paranaense

por Hilton Benke


Flores na trilha


Belos campos


A rapaziada perto das torres

“Como são bonitos estes campos!” A frase que ouvi diversas vezes na subida em direção ao cume do Capivari Grande retrata fielmente o pensamento daquele grupo de aproximadamente quinze pessoas, que se propuseram a caminhar sob os primeiros raios de sol da manhã do Domingo, dia 21 de março de 2004. Pensamento este que embalava – e motivava - o grupo rumo ao cume e acrescia, no mais misterioso sentimento, um pouco mais da alegria, que tão apenas e somente, o verdadeiro montanhista consegue sentir.

Apesar da perspectiva de chuva, que fez algumas pessoas desistirem da atividade, dezesseis bravos “guerreiros” concentravam-se às sete horas, nas calçadas da rua Francisco Torres, à espera de um domingo que oferecesse ao menos um pouco de sol.

Saída de Curitiba às sete e meia, e início da subida às oito e meia (e mais um pouco!!!), na primeira parte sob a potência dos motores dos montanhamóveis. Isso porque, para os que não conhecem, uma boa parte da subida ao Capivari Grande é feita sobre a estrada construída para levar equipamentos para a construção e posterior manutenção de 3 grandes torres da Brasil Telecom, que nos levam à altitude aproximada de 1.200m.

A caminhada
Arruma-se isso, prepara-se aquilo, fotos no início da caminhada, ao lado das torres e lá estamos nós, sob muitas nuvens e cerração subindo o segundo lance, agora sim, caminhando.

A cerração que no início não incomodava, com o aumento da altitude virou chuvisco, molhando tudo, inclusive embelezando aqueles magníficos campos de altitude, que nesta época do ano encontravam-se encobertos de cores, ocasionado pela grande variação de flores. Eram pequenas, médias e grandes orquídeas, margaridas e tantas outras que nem imagino o nome. As quais refletiam, através daquelas pequenas gotas de águas, mais cores e contrastes ainda. Aqui, na volta, encontramos o Tico, que iniciou sua subida mais tarde e acabou retornando com o grupo.
Quando chegamos na terceira parte, sob a mata cerrada, constatamos que não havia, há tempos, presença de pessoas no local. A trilha estava intacta e relativamente fechada, com muitos trechos duvidosos, porém não perigosos, oferecendo o sério risco de grandes risadas. Lembro que fui perguntado certa hora: “Direita ou esquerda?” Respondi na hora – “Esquerda” e logo fui indagado de como eu saberia. Resposta também imediata: “Não sei”. Gerando mais risadas...

Lacerda e Amanda foram os primeiros a pisar no cume do Capivari Grande, grata surpresa, pois eram dois dos novatos do grupo. Felicidade logo compartilhada por mim (Hilton) e pela Daiana. Logo chegaram os Klaus (ses), a Déia, Karina, Professor Fill, Soraia, Cover, Patrick e sua esposa, acompanhados do pequeno Gabriel, Gaspar e o Beto Joly. Todos observando aquele branco estéril, ora mais branco, ora mais cinza, produzido pela espessa camada de nuvens, quando alguma pessoa pressente os raios de sol, logo alguém avista os cumes do Capivari Médio, o Klaus exclama ver o litoral, e de repente tudo começa a ficar mais visível. Tão visível que pudemos até observar a trilha da conceição, a entrada do túnel e uma bela cachoeira. Era a redenção, a felicidade geral e as roupas secas!!! “Passa o protetor solar que você já tá vermelho!” Ouvi a Daiana gritar!

Combinamos de iniciar a tranqüila descida do cume à uma e meia da tarde. E neste horário, assim como no encerramento de uma grande peça teatral, fecharam-se as cortinas brancas e cinzas da cerração, como que no último ato antes do adeus.
E do "volto logo"!

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