CAPIVARI
Relato
de uma caminhada da AMC neste belo cume da serra paranaense
por
Hilton Benke
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Flores
na trilha

Belos
campos

A
rapaziada perto das torres
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Como
são bonitos estes campos! A frase
que ouvi diversas vezes na subida em direção
ao cume do Capivari Grande retrata fielmente
o pensamento daquele grupo de aproximadamente quinze
pessoas, que se propuseram a caminhar sob os primeiros
raios de sol da manhã do Domingo, dia 21 de
março de 2004. Pensamento este que embalava
e motivava - o grupo rumo ao cume e acrescia,
no mais misterioso sentimento, um pouco mais da alegria,
que tão apenas e somente, o verdadeiro montanhista
consegue sentir.
Apesar
da perspectiva de chuva, que fez algumas pessoas desistirem
da atividade, dezesseis bravos guerreiros
concentravam-se às sete horas, nas calçadas
da rua Francisco Torres, à espera de um domingo
que oferecesse ao menos um pouco de sol.
Saída
de Curitiba às sete e meia, e início
da subida às oito e meia (e mais um pouco!!!),
na primeira parte sob a potência dos motores
dos montanhamóveis. Isso porque, para os que
não conhecem, uma boa parte da subida ao Capivari
Grande é feita sobre a estrada construída
para levar equipamentos para a construção
e posterior manutenção de 3 grandes
torres da Brasil Telecom, que nos levam à altitude
aproximada de 1.200m.
|
A
caminhada
Arruma-se isso, prepara-se aquilo, fotos no início
da caminhada, ao lado das torres e lá estamos nós,
sob muitas nuvens e cerração subindo o segundo
lance, agora sim, caminhando.
A
cerração que no início não incomodava,
com o aumento da altitude virou chuvisco, molhando tudo,
inclusive embelezando aqueles magníficos campos de
altitude, que nesta época do ano encontravam-se encobertos
de cores, ocasionado pela grande variação
de flores. Eram pequenas, médias e grandes orquídeas,
margaridas e tantas outras que nem imagino o nome. As quais
refletiam, através daquelas pequenas gotas de águas,
mais cores e contrastes ainda. Aqui, na volta, encontramos
o Tico, que iniciou sua subida mais tarde e acabou retornando
com o grupo.
Quando chegamos na terceira parte, sob a mata cerrada, constatamos
que não havia, há tempos, presença
de pessoas no local. A trilha estava intacta e relativamente
fechada, com muitos trechos duvidosos, porém não
perigosos, oferecendo o sério risco de grandes risadas.
Lembro que fui perguntado certa hora: Direita ou esquerda?
Respondi na hora Esquerda e logo fui
indagado de como eu saberia. Resposta também imediata:
Não sei. Gerando mais risadas...
Lacerda
e Amanda foram os primeiros a pisar no cume do Capivari
Grande, grata surpresa, pois eram dois dos novatos do grupo.
Felicidade logo compartilhada por mim (Hilton) e pela Daiana.
Logo chegaram os Klaus (ses), a Déia, Karina, Professor
Fill, Soraia, Cover, Patrick e sua esposa, acompanhados
do pequeno Gabriel, Gaspar e o Beto Joly. Todos observando
aquele branco estéril, ora mais branco, ora mais
cinza, produzido pela espessa camada de nuvens, quando alguma
pessoa pressente os raios de sol, logo alguém avista
os cumes do Capivari Médio, o Klaus exclama ver o
litoral, e de repente tudo começa a ficar mais visível.
Tão visível que pudemos até observar
a trilha da conceição, a entrada do túnel
e uma bela cachoeira. Era a redenção, a felicidade
geral e as roupas secas!!! Passa o protetor solar
que você já tá vermelho! Ouvi
a Daiana gritar!
Combinamos
de iniciar a tranqüila descida do cume à uma
e meia da tarde. E neste horário, assim como no encerramento
de uma grande peça teatral, fecharam-se as cortinas
brancas e cinzas da cerração, como que no
último ato antes do adeus.
E do "volto logo"!
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