Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 29.09.2005
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

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TORRE DA PRATA
UMA MONTANHA 'COMPLICADA'

Nem só de cume vive o montanhista

Estava lá, no calendário anual da AMC - no mês de maio: Torre da Prata.
A rapaziada se programou, correu atrás. Na lista de discussão na internet, um monte de emails pra acertar quem vai, quem ia mas desistiu, quem guia, quem havia desistido mas resolveu ir. E ainda teve um adiamento antes de estar tudo definido. Dia 29 de maio, 5h da manhã.

A SERRA DA PRATA fonte - Coluna Da Montanha - Gazeta do Povo
Já no século XV a Serra da Prata era um ponto de referência no litoral do Paraná. Por ser a primeira a ser vista do mar, devido à sua imponência e proximidade, servia de referência para os navegadores que por aqui porteavam. O nome Prata, ao que tudo indica, originou-se da presumível existência desse metal em suas encostas. Na verdade o sol refletindo nas paredes úmidas do granito da serra fez os antigos acreditarem na existência desse mineral na região. Mas, somente em 1944, nos tempos das grandes conquistas das serranias paranaenses, é que, finalmente, atingiu-se o cume daquela cordilheira. Duas duplas protagonizaram uma acirrada disputa para alcançar o cume. Pela face oeste (estrada da Limeira), embrenhava-se Fernando Andrejewski. Pela face leste, partindo da estação ferroviária de Alexandra, seguiam Waldemar Buecken (Gavião) e Antonio Setengel Cavalcante (Canguru). Levou a melhor a dupla Gavião-Canguru, que no dia 8 de abril de 1944 fincou os pés no topo virgem da Prata.

PALMITEIROS E CAÇADORES
Atualmente, a vegetação densa da floresta atlântica, cortada por diversos caminhos de palmiteiros e caçadores clandestinos que sangram a região, tornam essa, a montanha de maior dificuldade de navegação da Serra do mar Paranaense. São inúmeros os relatos de montanhistas perdidos, sem rumo, naquela região. Desde grupos que fariam um ataque de um dia e acabaram levando dois pra conseguir sair da floresta até um relato de um montanhista que foi parar na Alexandra-Matinhos depois de um dia inteiro de caminhada.

A CAMINHADA (ou A ROUBADA) por Klaus Krüger
Às 6h40 começou a caminhada. Achamos facilmente o começo da trilha mas, não sei como, erramos a direção em nada menos do que 180º. Até notarmos o erro já estávamos andando mais ou menos 1/2 hora na direção contrária. Resolvemos corrigir a trajetória. Mas quem disse que achamos o caminho certo?
Chegamos a uma parte onde a trilha estava marcada - é aqui! - mas dava num imenso bananal. Resolvemos experimentar algumas bananinhas que estavam maduras, muito gostosas por sinal, antes de voltar a procurar o caminho correto.

Caminhamos com muita atenção até chegarmos ao rio, logo antes da cabana dos caçadores e da árvore caída. Paramos para comer algo e eu fui verificar se aquela era a trilha certa. E não é que dessa vez acertamos? Mas como já era umas 10h30 - e nós tínhamos horário para retornar - resolvemos não arriscar. Ainda encontramos uma aranha diferente no caminho, que estava servindo de guardiã da trilha. Tiramos algumas fotos e resolvemos voltar.

Mas para quem achou que já tínhamos errado o suficiente, erramos novamente. Na volta, pegamos a mesma trilha que tinha nos enganado na subida. Mais uma vez tivemos que, cuidadosamente, procurar a trilha correta.

Para quem for para a Torre da Prata, vale a sugestão. As trilhas que levam ao cume estão mais fechadas do que as que levam às outras direções. O número de arvores caídas aumentou bastante e a paisagem mudou muito desde a última vez que estivemos lá. Dessa vez fizemos um croqui para não errar mais o caminho. Mas na próxima vez vou levar algum GPS com a trajetória definida anteriormente, pois o local facilita e muito a desorientação. Ao Herminio, ao André e ao Rodrigo peço minhas desculpas por não ter conseguido guiá-los ao cume dessa montanha. Mas ao menos voltamos com segurança e eu aprendi muita coisa. Nessas horas, precisamos manter a calma, nos orientar e perseverar. Graças a Deus nada de mal nos aconteceu e espero poder ir novamente, mas para chegar ao cume.

Mapa da "caminhada sem rumo" do pessoal.

> PARTICIPARAM DA ROUBADA - Hermínio, André, Rodrigo, Gaspar e Klaus K.

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