Montanha, meio ambiente, amizade e, principalmente, Jesus
atualizado em 21.04.2005
AS ALTURAS
DOS MONTES PERTENCEM
A DEUS.

Salmo 95:4
 

notícia 30/08/2001


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Morre maior escalador do Everest

Chegou na manhã do dia 05 no aeroporto de Katmandu o corpo do alpinista nepalês Babu Chiri Sherpa (36 anos), considerado o maior escalador do Everest em todos os tempos, morto na montanha no último dia 29/04/01. O corpo estava sendo aguardado por dezenas de jornalistas, um representante do rei do Nepal e um grande número de pessoas. Assim que a notícia foi divulgada, alpinistas do mundo todo se dirigiram a Katmandu para acompanhar a cerimônia de cremação.

Babu Chiri Sherpa morreu após cair numa greta (fenda no gelo coberta por uma tênue camada de neve) com trinta metros de profundidade nas proximidades do acampamento II, às 16h do dia 29/04/01 provavelmente tentando obter bons ângulos para suas fotos.
Seu corpo foi encontrado na manhã seguinte por um guia sherpa e dois alpinistas ocidentais, sendo transferido para o Acampamento-base, de onde foi levado para Katmandu. Ele estava liderando uma equipe de alpinistas nepaleses e, caso chegasse ao cume, seria sua 11ª vez a pisar no Topo do Mundo, superando seu próprio recorde. Mas Babu tem outros dois recordes mais difíceis ainda de serem quebrados: na noite de 06/05/99, ele permaneceu 21 horas no cume do Everest, sem oxigênio artificial, tornando-se o primeiro homem a pernoitar no topo da mais alta montanha do planeta. E, no ano seguinte, ele subiu do Acampamento-base até o cume em 16 horas e 56 minutos. Isto sem contar as inúmeras outras altas montanhas que ele já havia escalado por todo o Himalaia. Babu nasceu em Takshindu (2.850 metros de altitude), uma remota aldeia no Solu Khumbu, região onde está localizado o Everest, no lado nepalês do Himalaia. Takshindu fica fora da área turística, onde nem o governo consegue dar assistência aos moradores. Por isto, Babu vinha utilizando o dinheiro ganho como guia no Everest para construir uma escola para suas seis filhas e demais crianças do local. Segundo seus amigos, o sonho de construir mais escolas para as crianças pobres do Himalaia era, para ele, mais importante do que bater recordes nas montanhas.

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