Separate
Reality,
novamente em solo integral
Já passaram 19
anos desde que Heinz Zak fotografou o mestre Güllich
fazendo o único solo integral que conhecia esta mítica
vía. Agora ele mesmo realizou o segundo.
Fonte:
desnivel.com
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Heinz
Zak realizando o segundo solo integral de Separate
Reality, Yosemite.
Foto: heinzzak.com
Wolfgang
Güllich realizando o primeiro solo em 1986.
Foto: H. Zak/Wolfgang - Güllich. Una vida
en la vertical (Ed. Desnivel)
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"Todos
os anos que estive em Yosemite, escalei a Separate
Reality, mas, curiosamente, foi qunado estava
na Alemanha que decidi escalá-la em solo integral.
Como conhecia exatamente cada movimento, pude me preparar
perfeitamente em casa para ela". Foram as palavras
de Wolfgang Güllich para revista Desnivel
(nº 38, 1988), dois anos depois de seu marcante
solo, que se tornou um símbolo da escalada
livre.
Em
1986 Güllich pois a prova o pulso do fotógrafo
e amigo Heinz Zak, encarregado de registrar a escalada.
Na época, durante uma projeção
das fotos em Madri, o mestre contou que algumas das
melhores imagens ficaram "tremidas" porque
Zak não pode controlar os nervos durante alguns
momentos da escalada. As fotos do solo de Güllich
nos seis metros de fissura que cortam o teto do segundo
esticão de Separate Reality deram a
volta ao mundo. Marcaram uma época.
Durante
todos os anos que passaram depois do feito marcante,
aquele mesmo fotógrafo sonhou em imitar os
passos de Güllich sem corda (e a 200 metros do
chão no crux da saída do teto) por esta
via que, em 1977, Ron Kauk liberou pela primeira vez.
Dezenove anos depois, Heinz Zak se colocou do outro
lado da câmera, e em sua última visita
ao Yosemite, conseguiu finalmente cumprir a meta tão
sonhada: o segundo solo de Separate Reality.
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"Derrepente,
uns 15 minutos antes de iniciar a escalada, o medo desapareceu
completamente. Escalei a via em um estado perfeito, sem
estresse, feliz. Me aconteceu algo inédito, e deixei
meu passado para trás... escalei em outra dimensão"
declarou Zak no site planetmountain.com.
Muitas
coisas mudaram desde a escalada de Gulich, há quase
duas décadas, assegura Zak. "Hoje em dia já
não é uma escaldad de 'outra dimensão'
se feita com corda. Em solo, a coisa muda..."
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O
'mestre' Wolfgang Güllich

Güllich
saindo de Separate Reality.
Foto: H. Zak/Wolfgang Güllich. Una vida en la
vertical (Ed. Desnivel).
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Os
mais novos talvez nunca ouviram falar, um pouco pelo
nosso isolamento geográfico e linguístico
dos grandes centros de escalada no mundo. Isso porque,
textos, fotos, matérias e livros sobre Güllich
não faltam por aí. Mas que já ouviu
falar, certamente trata o nome com respeito. Abaixo
um pequeno resumo da vida desse gigante da escalada,
e um link para um livro que conta sua história,
em espanhol. |
Wolfgang
Güllich marcou, como nenhum
outro escalador o esporte vertical. Nascido em 24 de outubro
de 1960 em Ludwigshafen, Alemanha, começou
a escalar aos 14 anos. Nos anos oitenta e início
dos noventa, iniciou uma nova época, elevando o nível
da escalada sucessivamente até os graus 10b, 10c,
11a e, finalmente, 11c. Deixou suas geniais marcas de magnésio
em todos os continentes e levou a idéia da escalada
livre até as poderosas paredes de Karakórum
e da Patagônia. Abriu centenas de vias no mundo todo,
entre elas as lendárias Kanal im Rucken, Punks
in the Gym, Action Directe, Eternal flame e Riders
on the storm. Reconhecido como um dos mais excepcionais
escaladores de todos os tempos, unia as qualidades de desportista
com uma grande força de caráter e riqueza
de espírito. Morreu em 31 de agosto de 1992, por
consequencia das lesões sofridas em um acidente de
carro.
Wolfgang
Güllich. Una vida en la vertical, oferece um amplo
panorama da biografia do grande escalador alemão,
narrada por um de seus amigos mais íntimos e companheiros
de escaladas.
O
site oferece um capítulo inteiro em PDF pra ler.
O capítulo fala exatamente do histórico solo
de Separate Reality. Vale a pena conferir.
http://www.libreriadesnivel.com/fichalibro.php?id=8843
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